sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Diretoria Regional de Educação  - Araguatins, 22/02/2016
 
 
Momento devocional e comemoração do aniversário do Diretor Regional de Ensino Paulon Miranda Labre Rodrigues.
 








 
 


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A importância das tecnologias digitais em sala de aula

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  2.     A importância das tecnologias digitais em sala de aula.
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  5. 1. Autora: Marta Maria dos Santos Gonçalves1 – UERJ É papel de a escola formar indivíduos - crianças e professores – que saibam usar crítica e criativamente o computador (...). É papel de a escola democratizar o acesso a mais um instrumento de criação (humana). (Nogueira, 1998:124) A importância das Tecnologias Digitais em sala de aula Hoje um dos principais temas de discussão mundial é a inclusão das Tecnologias Digitais em sala de aula, essa representada pela desigualdade entre docentes e discentes. A chegada das tecnologias digitais nas escolas é cercada por uma grande discussão sobre o papel do professor. O objetivo desse artigo e mostrar como o professor pode incluir as novas tecnologias digitais sem perder a sua autoridade de mestre. 

  6. Estamos vivenciando um tempo de grandes modificações, sobretudo do ponto de vista de alguns conceitos fundamentais para o exercício de práticas comunicacionais e educacionais em nosso tempo. As tecnologias digitais são Softwares que podem potencializar a construção do conhecimento de uma maneira coletiva, contudo faz-se necessário, novas práticas para a educação popular, uma educação em redes, redes de colaboração, redes de construção em conhecimento dinâmicas, conscientes e no pleno sentido da cidadania, como educação popular. Palavras chaves: Tecnologias Digitais; papel do professor; redes. Introdução É a escola ainda a única responsável pela transmissão de conhecimentos e cultura a sociedade? Segundo Silva (2010, pág. 106) o professor está diante do desafio que consiste em conhecer e adotar a modalidade comunicacional interativa. Na prática consiste justamente na integração com as novas tecnologias. De acordo com Lévy os meios interativos promovem melhor aprendizado e integração no mundo contemporâneo. A educação vem passando por mudanças, as escolas vêm sofrendo pressões da sociedade para que insira a informática na educação essa é a grande preocupação que vem norteando autores que estudam a formação de professores com a Web 2.0. O maior desafio para a educação em relação à informática educativa encontra-se na formação do professor, que devido à falta de conhecimento subutilizam o computador nas 1 Graduanda do curso de Pedagogia UERJ- Maracanã. Bolsista de Iniciação Científica
  7. 2. suas práticas pedagógicas. Lévy (1999) em seu livro Cibercultura fala sobre a importância das relações com as novas tecnologias: Para aqueles que não as praticaram, esclarecemos que, longe de serem frias, as relações on-line não excluem as emoções fortes. Além disso, nem a responsabilidade individual nem a opinião pública e seu julgamento desaparecem no ciberespaço. Enfim, é raro que a comunicação por meio de redes de computadores substitua pura e simplesmente os encontros físicos: na maior parte do tempo, é um complemento ou um adicional. (LÉVY, 1999: 118) O professor é uma peça chave na implantação dos processos de mudanças tecnológicas como recursos pedagógicos em sala de aula. “Se a escola não inclui a Internet na educação das novas gerações, ela está na contramão da história, alheia a espírito do tempo e, criminosamente, produzindo exclusão social ou exclusão da cibercultura”. (Silva, 2010). Tecnologias Digitais E a escola como entende as tecnologias na educação? Como um novo tempo, ou mais um entrave para a tradicional transmissão de conteúdos? São os desafios da escola lidar com estas questões e entender como os professores que abarcaram a ideia e os que são radicalmente contra o uso da internet e do computador na transmissão dos conteúdos aos alunos e de que forma ela está atuando neste contexto tão diverso. É o que este artigo se propõe a discutir. O maior desafio para a educação no que tange a educação digital ou informática educativa está exatamente em libertar-se das concepções até aqui utilizadas na práxis pedagógica, às metodologias normativas, o que queremos dizer é não subutilizar o computador. As práticas pedagógicas devem sempre estar atualizadas nesses novos processos da transação de conhecimento. Devemos conscientemente acompanhar as mudanças da sociedade que nos questiona os sistemas de ensino e, sobretudo o papel do professor. A informática entra na sala de aula como ferramenta de ensino para auxiliar alunos e professores na compreensão de novos conhecimentos. Mas na utilização desta pelos sujeitos novas perspectivas irão acrescentar estas relações. “A internet não é mídia de massa, é infraestrutura da coletividade. Os professores podem lançar mão de suas potencialidades para formar a participação coletiva e cidadã. Eles podem realizar isso na sala de aula presencial e online e aí preparar o novo espectador, a geração digital para sua atuação no novo espaço de manifestação da cidadania. Aí poderão atentar para as interações e promover interatividade. Aí poderão educar em nosso tempo”. (Silva 2010, pág. 15). Qual a importância na escola à inclusão digital para os alunos e professores?
  8. 3. O professor precisa repensar seu papel em relação à Educação, é dever do profissional estabelecer estratégias para relação professor/aluno, fazendo com que essa interação seja para além-sala de aula. Principalmente nas escolas públicas, é de fundamental importância por quê? Porque é o único meio, único local onde eles podem ter acesso à informática. O mundo muda a cada segundo, coisas acontecem a todo o momento, e é uma fonte de informação, é um momento que eles têm de saber que o mundo não se resume somente aonde ele vivem aquela comunidade, aquela escola. O mundo gira, e tudo acontece ao mesmo tempo, e a informática a inclusão digital faz com que eles se sintam inseridos neste mundo. A internet faz com que eles tenham um horizonte cada vez mais amplo, faz com que eles possam cada vez mais desenvolver em si a capacidade de discernir o que é o mundo de hoje. E sem a internet isso é impossível, a informação que levava uma semana para chegar para gente, agora chega em segundos. Isso é o que acontece. Essa inclusão é importante, porque eles se sentem informados, eles se sentem gabaritados para poder discutir qualquer assunto. Quando eles se interessam isso acontece, mas quando não se interessam aí tanto eles, mas com qualquer um de nós, quando a gente não tá afim, nada acontece. Mas a inclusão digital ele é importante porque se não eles ficam mais excluídos do que já estão. Como texto abaixo diz, o importante é buscar a participação e o acesso dos diversos setores da sociedade, também se faz necessário um programa nacional para informatizar e qualificar os professores para que essa entrada na “era da informação” seja duradoura e não apenas uma fase passageira. “Consideramos que no solamente procurar el acceso, sino asegurar la participación de los diversos sectores sociales en las dinámicas de las iniciativas o programas nacionales de la sociedad de la información, son cuestiones de vital importancia para garantizar un impacto positivo y duradero. Asegurar la participación implica considerar a los diversos sectores y disciplinas en la formulación, desarrollo, continuidad, monitoreo y evaluación de iniciativas, programas y políticas a largo plazo. La ap”. (http://www.cmsi.org.br). Em um mundo informatizado, é triste ver escolas onde profissionais responsáveis pela educação e formadores de opinião, se recusem a utilizar de um recurso tão útil e importante como internet e os computadores em sala de aula para assim potencializar seu trabalho pedagógico. Educação em redes
  9. 4. Vivenciamos no inicio do século transformações em todo o cenário social da vida humana. Os processos de ensinar e aprender tornaram-se mais desafiadores a partir do momento que a informação foi codificada e tornou-se de fácil acesso e de múltiplas fontes e visões. A educação hoje já não assume apenas o dever de repassar conhecimentos, mas tem o desafio de desenvolver as capacidades dos seus alunos e sendo a escola historicamente responsável pela inserção de cultura nas classes populares, assim as tecnologias da informação são ferramentas que podem potencializar a construção do conhecimento de uma maneira coletiva, contudo faz-se necessário, novas práticas para a educação popular, uma educação em redes, redes de colaboração, redes de construção em conhecimento dinâmicas, conscientes e no pleno sentido da cidadania, como educação popular. Segundo Santos: As tecnologias digitais de comunicação e informação estão possibilitando muitas mudanças. As redes, não só de máquinas e de informação, mas principalmente de pessoas, tribos e comunidades, estão permitindo configurar novos espaços de interação e de aprendizagem. Tais possibilidades estão pondo em xeque o papel e o “poder centralizador” dos professores na contemporaneidade. (Santos, 2005, pág. 18). Não é de agora que assistimos a uma crise estrutural na educação. Esta crise se constitui em uma oportunidade de transformação nas instituições escolares e na sociedade, ela também pode ser entendida como decorrência da evolução científica e tecnológica das últimas décadas, que vem mudando o modo de interagir nas relações humanas. O educar tornou-se mais complexo até mesmo porque a sociedade tornou-se mais complexa. Novas formas de nos relacionarmos com os outros, novos modelos de famílias e novas relações trabalhistas. Fazem com que os professores tenham que repensar o processo de ensino, reaprendendo a ensinar e a aprender, modificando a relação com os alunos e tendo uma nova postura docente. Há, uma cobrança da sociedade do conhecimento para com o professor para que esse adquira competências e habilidades para desenvolver o processo educativo, tornando a educação antes linear em uma educação em formato de rede, segundo Manhães: “A rede pode ser a possibilidade de elaboração de propostas e projetos, enquanto planos de resistência no qual a organização fixa e estereotipada ceda domínio a processo de criatividade”. Na construção da identidade, sujeito, grupo social e contexto institucional são fatores que estão interligados. Neste sentido os profissionais docentes e os estudantes se aproximam
  10. 5. de um conjunto articulado, com conhecimentos e outros saberes na perspectiva da complexidade em busca de estratégia sobre a própria prática pedagógica. Isto faz com que tenhamos uma complexidade dessa rede de relações na qual podemos compreender como sendo um “rio” que temos que atravessar muitas vezes. Diante do movimento contemporâneo, o desafio está no fato de que os professores precisam estar atentos para novo comportamento de aprendizagem, para enfrentar os novos desafios oriundos da cobrança da sociedade. O professor deve mobilizar articulações entre os diversos campos de conhecimento tomado como rede interdisciplinar e transdisciplinar. Segundo (Thiesen 2008): A escola, como lugar legítimo de aprendizagem, produção e reconstrução de conhecimento, cada vez mais precisará acompanhar as transformações da ciência contemporânea, adotar e simultaneamente apoiar as exigências interdisciplinares que hoje participam da construção de novos conhecimentos. A escola precisará acompanhar o ritmo das mudanças que se operam em todos os segmentos que compõem a sociedade. O mundo está cada vez mais interconectado, interdisciplinarizado e complexo. O professor então seria aquele que oferece possibilidades de aprendizagem disponibilizando conexões que ele tece com os alunos. Segundo Manhães: O encadeamento das relações, suas interconexões, ocasiona o alargamento do campo de relações, transformando-o em redes. Diante desse novo contexto social o desafio do professor está basicamente voltado para a sua capacitação para lidar com esta nova concepção de ensino. A sociedade tem cada vez mais deixado de lado à organização linear e se organizando em rede. As relações nessa nova organização são elaboradas sem hierarquia, nela o poder se desconcentra. Segundo Schwartz apud Silva 2010: As redes devem tem as seguintes características: Vínculos qualitativos; Nas redes ocorre a produção de informação e sentido; As redes exigem interatividade e Na rede a possibilidade de articulação entre nós distintos cria continuamente espaços e tempos, individualizados ou individualizáveis. A rede está presente no cotidiano de uma maneira muito mais concreta do que se imagina. Percebemos em nosso cotidiano mudanças no que se refere às formas de nos relacionarmos com o outro. Ao recorrer a essas novas tecnologias em sua vida cotidiana, atribuímos sentidos e legitimamos outros espaços como locus de construção de nossos
  11. 6. saberes. Os praticantes se apropriam de novos espaços, com novos usos, novas formas de construção de espaços sociais. Considerações finais Este é o momento de reflexão. Pensar, refletir sobre os processo de ensino e de aprendizagem é rever os caminhos e construir prática reflexiva do professor, entendemos que a identidade profissional vai se construindo a partir das significações social da profissão. Segundo Silva: A internet não é mídia de massa, é infraestrutura da coletividade. Os professores podem lançar mão de suas potencialidades para formar a participação coletiva e cidadã. Eles podem realizar isso na sala de aula presencial e online e aí preparar o novo espectador, a geração digital para sua atuação no novo espaço de manifestação da cidadania. Aí poderão atentar para as interações e promover interatividade. Aí poderão educar em nosso tempo. Considerando a importância do tema, o professor que estiver munido dos seus conhecimentos saberá intervir no processo ensino-aprendizagem. 
  12.  REFERÊNCIAS LÉVY, Pierre. Cibercultura/ Pierre Lévy; tradução de Carlos Irineu da Costa. – São Paulo: Ed. 34, 1999 (coleção TRANS). MANHÃES, Luiz Carlos. Formação de professores e rede de saberes e fazeres. SANTOS, Edméa Oliveira dos Santos. Educação Online: cibercultura e pesquisaformação na prática docente. - 2005.351f. Tese de doutorado. SILVA, Marco. Educación interactiva: ensenanza y aprendizaje presencial y online, Barcelona: Gedisa, 2005. ________ Sala de aula interativa. 2010. http://www.cmsi.org.br
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  14.  http://pt.slideshare.net/marta1965/a-importncia-das-tecnologias-digitais-em-sala-de-aula

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016



Araguatins 2016.


18 DIÁRIO OFICIAL Nº 4.489 terça-feira, 03 de novembro de 2015.


INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 0008, de 19 de outubro de 2015.

Dispõe sobre as atribuições do Professor Formador do Núcleo de Tecnologia Educacional - NTE das Diretorias Regionais de Educação do Estado do Tocantins.

O SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art.42, §1º, inciso II, da Constituição do Estado, e considerando a necessidade de normatizar as atribuições do Professor Formador do Núcleo de Tecnologia Educacional - NTE das Diretorias Regionais de Educação resolve:
Art. 1º O Professor Formador do Núcleo de Tecnologia Educacional - NTE é responsável pela formação continuada em tecnologias educacionais de professores e gestores da educação básica da Rede Estadual de Ensino e de técnicos pedagógicos das Diretorias Regionais de Educação.
Art. 2º São atribuições do Professor Formador do Núcleo de Tecnologia Educacional - NTE, os quais estão ligados diretamente à Gerência de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação/Diretoria de Tecnologia, Inovação e Estatística/Superintendência de Tecnologia e Inovação/Seduc:
I - desenvolver os programas e projetos de formação em tecnologias educacionais implantados pela Gerência de Novas Tecnologias Aplicada à Educação da Secretaria Estadual da Educação do Tocantins em parceria com o Ministério da Educação - MEC;
II - realizar formação continuada em tecnologias educacionais por meio de cursos e oficinas para professores, gestores, técnicos pedagógicos e alunos;
III - criar e manter atualizada as informações sobre o quantitativo e as condições de funcionamento das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação - TDIC, das unidades escolares jurisdicionadas às Diretorias Regionais de Educação;
IV - orientar e acompanhar o trabalho desenvolvido pelo servidor responsável pelas tecnologias nas unidades escolares, bem como as ações voltadas ao uso pedagógico das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação - TDIC, previstas no Projeto Político Pedagógico das unidades escolares.
V - incentivar e orientar as unidades escolares quanto ao registro e divulgação das experiências pedagógicas bem sucedidas no site da Seduc;
VI - registrar, no Sistema de Gestão Tecnológica - SIGETEC, todas as ações (formações, oficinas, e mini-cursos) realizadas pelo Núcleo de Tecnologia Educacional;
VII - auxiliar na realização de processos seletivos organizados pela Gerência de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação da Seduc;
VIII - ministrar e acompanhar os cursos ofertados pela Gerência de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação/Seduc nos ambientes virtuais de aprendizagem;
IX - realizar oficinas para o uso dos ambientes virtuais de aprendizagem e respectivos sistemas integrados;
X - acompanhar, monitorar e apoiar o Professor Tutor Bolsista no desenvolvimento dos cursos dos Programas de Formação em Tecnologias Educacionais/Proinfo/MEC;
XI - participar de fóruns temáticos, reuniões, palestras, web conferências e capacitações em tecnologias educacionais promovidos pela Gerência de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação/Seduc;
XII - elaborar, executar e avaliar, anualmente, o Plano de Ação do Núcleo de Tecnologia Educacional;
Art. 3º Revoga-se a Instrução Normativa de nº 003, de 15 de junho de 2012.
Art. 4º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.